<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=38451190&amp;blogName=Colchas+de+Retalhos&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fcolchasderetalhos.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_BR&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fcolchasderetalhos.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007


Eu só quero é ser feliz


Aos que vem aqui procurar uma postagem provocativa, com raiva ou desabafo, informo: procurou no lugar errado. Passei por momentos incrivelmente chatos esse final de semana, sim. Sou bastante clara com o que sinto, e jamais faria carão do tipo "nem liguei para o que aconteceu" - o que pra mim não é sinal de poder, mas de insensibilidade. Mas em compensação, descobri que a gente faz poucos amigos nesta vida, mas de vez em quando encontra pessoas incríveis, que fazem a diferença no melhor sentido. Eu tive mais uma prova disso no domingo de noite.

Não quero falar de assuntos chatos: prefiro falar dos amigos de verdade, das mesas de bar com muitas risadas, das baladinhas quase perfeitas, da beleza dos e-mails carinhosos, no apoio que vem de onde menos se imagina. E principalmente, dos amigos que a gente nem sabia que tinha e descobre num momento assim.

Quero falar de beijo na boca, sorvete dividido e um telefonema super especial, como o que recebi esta noite. É. Os motivos para ser feliz andam maiores que os aborrecimentos da vida. Que bom. Aliás, que ótimo.

Domingo, Janeiro 21, 2007


Surtos de timidez inesperados



Eu saí de São Bernardo pela primeira vez já tem muito tempo. Nove anos, para ser mais precisa. Eu era uma menina do interior: tinha vergonha de conversar com gente nova e não saber o que fazer, o mais longe que eu tinha ido era São Paulo, que é colada na cidade de onde eu vim. Enfim, eu era muito envergonhada. Mudei muito daquela época pra cá: fiz milhões de amigos, viajei muito, morei em muitos lugares, estudei, trabalhei pra caramba... Fiquei diferente: infinitamente mais segura, mais extrovertida, mais prevenida e mais feliz.

Quem me conhece a fundo sabe que de tímida eu não tenho nada: costumo ir atrás do que eu quero e não tenho vergonha de dizer o que gosto, o que quero e o que sinto, muito menos de me aproximar das pessoas. Até pela natureza da minha profissão, nem que quisesse poderia ser tímida: vivo de fazer perguntas e escrever sobre elas, de tentar saber o que as pessoas sentem, o que pensam e como vivem.

Dois parágrafos de introdução para dizer uma coisa: de uns tempos para cá, ando de uma timidez que vai acabar me derrubando. Não sei o que é que está acontecendo, mas a menina de São Bernardo anda aparecendo nas horas mais impróprias. Vejam só:

Caso 1

Semana passada eu fui até um teatro entrevistar um comediante. Como cheguei adiantada, sentei em uma mesa do lado de fora e fiquei lendo um livro. Em uma mesa bem próxima, sentou um diretor que eu conheço de vista e admiro muito. Faria todo sentido, já que ele sabe quem eu sou, chegar lá e cumprimentar, até porque é alguém com quem eu gostaria de estreitar relações. Fiquei na minha mesa, paralisada, morrendo de vergonha. Voltei a me concentrar no livro. No dia seguinte, o e-mail: “Estava tão concentrada na leitura que não quis atrapalhar, mas te vi no shopping esta semana, possivelmente aguardando para uma entrevista. Uma pena, gosto de conversar com você, mas não sei se é recíproco. Um abraço”.

Caso 2

Final de semana, na fila de uma peça incrível. Encontro sem querer um amigo que não imaginava que fosse ver por lá. A gente se conhece super pouco, mas já deu para reparar que ele é inteligente, meigo e sensível, alguém com quem certamente eu ia gostar de conversar mais e que por um motivo ou por outro eu nunca consigo. Ele, de uma simpatia incrível, pára na minha frente e diz: E aí, como vão as coisas? Minha resposta: E aí, tudo bom? E mais nada. Uma timidez absolutamente inesperada tomou conta de mim.Coitado: ou ele deve pensar que eu sou uma pessoa que não consegue desenvolver uma conversa normal e inteligente, ou que sou a mais antipática das criaturas.

Caso 3

Uma amiga de uma amiga de uma amiga (como se vê, uma pessoa próxima), me deu um contato de um jornalista foda, o melhor na minha área. Eu, com a cara de pau que me é característica (eu ainda não estava acometida por este surto de timidez) escrevi pra ele, explicando que eu era e perguntando se podia mandar um texto. Meu e-mail foi suuuuuper bem recebido, e eu mandei o texto. Ele respondeu, dizendo que era muito bom, que eu escrevia bem, etc. Conversa vai e conversa vem por e-mail, eu disse que sempre o via em um bar bem próximo da redação, e ele me disse: “Que absurdo! Porque nunca vem falar comigo?” Eu prometi que a próxima vez que o visse, parava pra conversar. Já vi três vezes. Nunca parei.



Não sei se isso é passageiro, se pega no ar, ou o que acontece. Antes que eu passe a ser vista como uma anti-social, porém, é preciso que a menina de São Bernardo retorne ao seu devido lugar: o passado.
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007


Sobre chuvas e sonhos


E aí que a chuva tinha acabado de parar e eu resolvi ir a pé. Olhando o bairro que eu tanto freqüentei, depois de ter feito uma entrevista incrível. Deu saudade do tempo em que eu morava pertinho dali, e ia ao Shopping Frei Caneca fazer compras no sábado depois do almoço, já que durante a semana eu trabalhava no Rio.*

Eu comprava um monte de bobagem e ficava por lá, vendo a vida, olhando as vitrines e, apesar de estar em uma fase bem feliz, me perguntando se eu ia um dia realizar um sonho. Fazia compras, conversava com a Carol, que morava comigo e tinha um namorado que era comissário de bordo. Passava a manhã de domingo na preguiça e arrumava minha mala para voltar para mais uma semana, as vezes 15 dias, as vezes um mês no Rio. Quando dava tempo, fazia minha unha ali mesmo naquele salão pelo qual eu passei hoje.

Quanto tempo? Sete anos, destes que eu não vi passar. Lindos, bem vividos, com alegrias, risadas, lágrimas e conquistas. Eu tinha me esquecido que aquele lugar existia. Mais, eu tinha esquecido que aquela vida existia.

Aí hoje eu saí de lá, com uma sensação boa. Voltei lá para fazer uma entrevista, super linda, com um ator super bacana. Ta lá o sonho: jornalista. Em construção, com muita coisa para aprender, mas jornalista. Fiquei pensando em como eu tenho sorte: tenho um tesão absoluto naquilo que eu faço: escrever, jornalismo. Não consigo pensar em profissão melhor.

Voltou a chover e eu vim me molhando. Nem liguei. Quero morrer assim: trabalhando com prazer e achando graça na chuva que me molha. Ah! E bem velhinha, claro.



* Sim, eu ando piegas e escandalosamente feliz. Se você não gosta, não leia, ok?


Segunda-feira, Janeiro 15, 2007


Ei, pra você aí!


As vezes temos muitas palavras para definir um sentimento que seria simples. Em outras ocasiões, não temos palavras para explicar o que estamos sentindo. A vida pode até ser simples, mas se expressar as vezes é complicado.

E foi justamente porque me senti enrolada para dizer algo tão simples, foi que lancei mão da poesia de outras pessoas para poder fazer um post que dissesse algo para você. É, você mesmo, que talvez leia e diga: será que isso é comigo? Acho que não... É, sim, com você.

Das utopias


Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...Que tristes os caminhos se não fora

A mágica presença das estrelas!


Mario Quintana - Espelho Mágico



Eu quero. Não como tem certeza do que sente, mas como quem cruzou um olhar e se reconhecendo ali, teve certeza de que queria, e só. De que queria estar perto, de que queria dar risada, de que queria conversar, de que queria conhecer, de que queria se aproximar. E só. Simples assim. Acho que esse poeminha, assim curtinho, explica tudo. Até porque se fosse citar outro, usaria Quintana mais uma vez para dizer: "Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação." Eu quero.

Domingo, Janeiro 14, 2007


Um posto bobo - e feliz

Ando sem muito tempo para escrever aqui, o que é uma pena. Os motivos para esta falta de tempo, porém, são bons: primeiro porque tenho tido muito trabalho, o que é ótimo, já que tenho escrito várias coisas que realmente me dão prazer. O segundo é que minha vida anda cheia de pessoas/situações/lugares novos, o que é excelente.

De uma hora para outra, alguma boa vibração afastou de mim um monte de gente chata que insistia em rondar minha vida e trouxe abraços sinceros, risadas despretensiosas, mesas de bar de quinta, de sexta e de sábado, além de manter as pessoas bacanas que já estavam por perto.

Resultado: estou trabalhando muito, não estou apaixonada por ninguém e estou super, super feliz. Andei recuperando aquela energia boa que faz a gente fazer mil coisas por dia e não se sentir cansada ou triste no final do dia. Ando cada vez mais cercada de gente do bem. Que delícia.
* Já que estamos falando de gente do bem, não podia deixar de registrar o aniversário do João, pessoa do bem que amanhã passa para o grupo de pessoas com 27 anos. ;-) Beijo, João.
Sábado, Janeiro 06, 2007


Um pensamento da Marília

"As pessoas se boicotam muito nas suas vontades, nas suas possibilidades. Deveriam ousar mais, ter a coragem de lutar contra seus fantasmas e encarar essas possibilidades." (Marília Gabriela)

Dedicado a todos aqueles que tem medo de viver, medo de ousar, medo de gostar, medo de se apaixonar... Apreciem com responsabilidade!
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007


Música de novela – um post piegas


Eu não saberia dizer se a Record aprendeu a fazer novelas, afinal novelas, pra dizer o mínimo, não são meu forte: não gosto muito e não tenho muita paciência para ficar acompanhando as mil reviravoltas.

Mas fiquei surpresa ao assistir um pedaço de Vidas Opostas e descobrir que a trilha é inteirinha composta por músicas do Chico Buarque. Pode até não ser uma novela incrível, mas histórias de amor ficam todas muito mais lindas com uma trilha que tem Apesar de Você, Quem Te Viu Quem Te Vê, Futuros Amantes...

Sabe lá porque, bateu um momento romântico/piegas. E eu fiquei aqui, desejando que 2007 me traga um amor que, além de fofo, bom caráter e sincero seja assim, como essa música do Chico.



Valsinha
Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1970
-
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
Segunda-feira, Janeiro 01, 2007


Rememorando...

Como disse no post anterior, fui obrigada a trocar de endereço por uma questão meramente técnica: o UOL anda com frescura para me deixar postar e eu achei melhor trocar logo para um local onde eu possa postar mais tranquilamente.
Confesso que dá uma certa dó deixar para trás alguns posts que eu fiz e dos quais gostei muito. Para começar este blog bem, rememoro um post dos últimos tempos do blog antigo que me deu um prazer incrível em escrever.
Para um moço lindo, talentoso e absolutamente incrível

Eu hoje fiquei pensando em como a gente perde certas oportunidades na vida. Oportunidades de ser feliz mesmo, dessas em que, como dizem as avós, o cavalo passa selado na nossa frente e a gente não monta. Eu me orgulho de só me arrepender das coisas que eu fiz, já que eu não deixo nada para trás por medo. Mas tem chances que eu perdi, por imaturidade, inexperiência e impulsividade que são duras de engolir. Ok, a vida anda para frente e não há nada que eu possa fazer para mudar o caso em questão. Exceto talvez, dizer por aqui, se é que depois de quase dois anos você ainda lê isso, que eu me arrependo. Me arrependo de ter sido afobada. De querer tanto a sua delicadeza, a sua gentileza e o seu carinho por perto e me atrapalhar. E me atrapalhando, acabei sendo menos gentil, menos delicada e infinitamente menos sua companheira do que você merecia. Me arrependo porque você era para mim exatamente tudo aquilo que eu queria ser para você: e por medo, traumas criados por outras pessoas, imaturidade e insegurança, eu não consegui demonstrar nem um terço do quanto você era importante e querido. Me arrependo de não poder ter te dito isso olho no olho, por eu ter sido tão difícil quando a hora de dizer adeus chegou. Não espero nada com essas palavras: você vive uma vida bonita, parece feliz, e isso para mim é muito mais importante do que você imagina. Eu também vou seguir bem: refiz minha vida repleta de histórias bacanas, gente legal, realizações, e acho que ainda vou ter muitas outras boas histórias para contar. Mas acho que porque nunca fiz um post parecido, esse ficou entalado na minha garganta todos estes anos. E porque pensei com carinho em você a semana toda, não sei bem porquê. Se você ler, queria que você soubesse: talvez a gente não se veja nunca mais e seremos felizes em lugares distantes um do outro, possivelmente. Mas aquelas manhãs com queijo de manteiga, os maltados que a gente tomou junto, a tarde em que você dormiu no meu colo, o festival de cinema francês, todas as noites que a gente namorou bem muito ao som do Chico e ao som do Chet e tudo mais que vivemos vão estar para sempre guardados na minha memória, porque, com os seus defeitos e qualidades, para mim e para o que eu procuro nessa vida, você é perfeito. Seja muito, muito feliz. Não conheço ninguém que mereça mais.