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Terça-feira, Maio 29, 2007


Momento "o importante é se dar bem"

Você já fez de tudo para ajudar uma amiga muuuuuuuuuuito querida, tentou ajudar a resolver uma situação que você sabia que estava se tornando incômoda para ela e, no momento em que sua ajuda não foi mais necessária, viu essa pessoa te chamar de falsa e te prejudicar profissionalmente, em troca de "poder dormir uma hora ou mais por noite"?

Eu vi hoje. E não vou mentir não, é punk. Duro ver que alguém que você considera amiga só quer uma coisa: se dar bem, sem se importar se isso prejudica outras pessoas. Tem nada não. Sorte a nossa é que o mundo dá muitas voltas. E tirar uma vantagem de uma pessoa hoje, só porque ela não tem um cargo importante e seria incapaz de prejudicar, certamente não significa ficar em vantagem sempre.

Tomara que ela seja bem feliz. Quanto a mim, pretendo seguir sem prejudicar ninguém. Procurando ajudar menos, porém.

Sexta-feira, Maio 18, 2007


Seis lugares que eu adoro em São Paulo


Restaurante da Benedito Calixto: o penne com limão e queijo é tudo, e o suco de tangerina é perfeito para matar a sede - diversas vezes - depois daquelas comprinhas básicas.

Filial: o garçom já sabe o que eu quero, a caipirinha de frutas vermelhas tá sempre no ponto certo e os tira-gostos são ótimos. É o tipo de lugar que eu vou para me sentir em casa.

Le Moulin: o motel fica encravado no alto de um morro (colina?) com uma entrada super bacana e as suítes são super bacanas. Mas o melhor de lá, obviamente, ainda é a companhia.

Satyros: os amigos estão por lá, a cerveja tá sempre gelada - e barata - e é um dos lugares mais bacanas para conversar debaixo de um montão de árvores.

Spot: o ambiente é super cool, a comida é ótima e eu sempre me sinto mais badalando do que na média dos outros restaurantes. Ideal para aqueles dias em que você quer caprichar na produção, colocar um salto alto e ser vista por aí.

Chalezinho: é fofo, meio caro, e ideal para comemorações especiais. Climinha de inverno, fondue, uma delícia para namorar antes de ir pro motel. Hmmmmmmmmmm, adoro.
Quarta-feira, Maio 16, 2007


Relaxe, baby




Sim, eu sei que é complicado. Relaxar não é muito simples, mas se você faz um esforço e consegue, é o melhor dos mundos.

Eu ando cada vez mais tentando aproveitar o dia de hoje e deixar que de amanhã o destino tome conta. Tentar prever o futuro e consertar o passado são duas coisas que costumam não dar muito certo. E de um jeito ou de outro, na maioria das vezes as previsões catastróficas que eu costumo fazer acabam não se confirmando. E se coisas catastróficas realmente forem acontecer, eu realmente não vou conseguir impedir me preocupando.

Ontem eu percebi, absolutamente sem querer, que não relaxar me faz perder instantes preciosos da vida. Foi por não relaxar que eu não percebi que uma colega de
profissão pode até vir a se tornar uma amiga – e estava só esperando eu parar de franzir a testa com ar preocupado para me chamar para um almoço que foi engraçadíssimo, e para combinar um bar que promete ser mais animado ainda.

Saindo para almoçar, deu para ver um sol lindo lá fora (Deus, que vontade de estar na praia, apesar de estar ok aqui também) e eu passei na frente da vitrine e, sem ser nenhuma data comemorativa, resolvi comprar um presente para alguém de quem gosto muito – e que anda precisando receber um agrado maior meu.

Voltei tão animada que resolvi ligar para um amigo que – parece coisa de filme – tava precisando mesmo de alguém para fazer um frila. Às vezes é muito fácil encher a cabeça de caraminholas, e a vida vai ficando cada vez mais pesada, quando na verdade poderia ser simples.

Nem sempre é tão simples assim. Mas quando a gente resolver tentar achar o caminho, percebe que dá para ver tudo bem mais colorido.

Segunda-feira, Maio 14, 2007


Muito mais que brigadeiro**


Ando querendo fazer alguém muito feliz. A pessoa em questão é bonita por dentro e por fora, sensível, inteligente e, ainda que já tenho errado comigo, ultimamente tem feito minha vida ainda mais especial, mais bonita.

É um parceiro de todas as horas. Temos praticamente a mesma profissão, uma atração sexual maravilhosamente incrível, gostamos de conversar sobre as mesmas coisas, e é alguém com quem as coisas mais banais, como sentar em um bar no domingo a noite, se tornam especialmente prazerosas.

Ele alegra meus dias com suas ligações para comentar algum assunto e saber de mim, me ensina milhões de coisas sem nem perceber e faz um jantar no Mc Donald’s parecer um momento muito especial. Tem o melhor perfume do universo e, mesmo depois de todos esses meses, ainda faz a minha perna tremer quando me chama de gostosa.

Foi com ele que passei um dia mais que perfeito na praia, uma noite de domingo incrível dentro de um carro e mesmo com tanta gente que passou pela minha vida, é ele quem tem me ensinado que a compreensão é uma das coisas mais bonitas de uma relação.

Não é muito de dizer que gosta, esse moço, mas não reclama quando eu preciso trabalhar, segura minha mão quando as circunstâncias o impedem de me beijar e, acima de tudo, me faz querer ir além. Gosta de sexo tanto quanto eu, não fica bravo – só um pouquinho - quando eu largo o fone dele caríssimo dentro de um camarim lotado e ama novidades, tanto quanto eu.

É humano, tem defeitos, sim, mas eu ando aprendendo com ele que uma das melhores coisas de uma relação – seja ela qual for – é aprender a ver além dos defeitos. Ele faz coisas que eu não gosto, sim, mas faz milhões de outras das quais eu gosto – e muito.


A felicidade dele passa por algumas coisas que são novas para mim, e estou tentanto aprendê-las.Por ele estou aprendendo a lidar melhor com as frustrações, a ser mais tolerante, a sorrir e ser camarada ao invés de brigar por coisas mínimas. Ele me estimula a ser melhor, a acreditar que deixar livre é a melhor maneira de possuir alguém e eu ando aprendendo, ainda que não seja tão rápido como ele desejaria. A gente dá risada, percorre as bancas atrás de uma revista de madrugada, transa e curte muito a companhia um do outro.

Gosto tanto, mas tanto dele, que
de vez em quando, do alto do meu salto, eu me atrapalho e ajo com uma menina boba, afobada. Vez por outra, aquela mulher independente, liberal e sem frescuras fica igualzinha uma criança que descobriu a delícia que é um brigadeiro e quer comer todos, ao mesmo tempo, agora. Essa euforia não vem da vontade de prender, de sufocar, de querer controlar, mas de uma vontade incrível de querer aproveitar uma sensação que ela sentiu ser grande, bonita, especial.

Gosto dele muito mais do que de brigadeiro. E por ele, só por ele, estou tentando muito aprender a dosar minhas vontades. Posso me atrapalhar as vezes, errar, sou humana. Mas quem já aprendeu e superou muitas outras coisas, com certeza, se tiver oportunidade supera mais essa. Que é mais difícil do que parar de comer um montão de brigadeiros, mas incrivelmente mais importante.


** Para alguém especial, que não lê esse blog e não vai saber desse texto, mas merece cada uma dessas palavras.
Quarta-feira, Maio 09, 2007


Uma alegria quase infantil


Quando eu era pequena, minha mãe só comprava refrigerante no fim de semana. E não havia Cristo que a convencesse a me deixar tomar só um pouquinho durante a semana. Mas era bom, porque aí no sábado o refrigerante tinha um gosto todo especial.

Quando eu era menorzinha ainda, gostava de ir brincar na praça, mas a vó só levava depois de todas aquelas tarefas que me pareciam chatas e intermináveis: ela tinha que fazer o almoço, eu tinha que comer - tudo - e depois ela ainda precisava "arrumar a cozinha", o que incluía lavar toda aquela louça, ariar as panelas (alguém ainda faz isso?) e passar um pano no chão. Mas depois a gente ia - e era bom.


Um dia, minha mãe inventou de comprar uma roupa de bailarina pra mim. Não combinava em nada comigo - que sempre fui uma criança de queixo ralado e que gostava de beliscar os outros - mas alguém me deixou escolher uma saia rosa, meia calça e minha irmã, quando me vestiram pela primeira vez com aquilo tudo, me levantou bem alto - eu era levinha. Eu achei que nunca poderia ficar tão alta daquele jeito.

Porque eu lembrei de tudo isso agora? Porque estou me sentindo feliz como estive nessas ocasiões - embora por motivações bem diferentes. A vida anda com um sabor mais que especial, ué.